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Exame aumenta a precisão do diagnóstico de leucemia.

O diagnóstico de leucemia infantil em Brasília passou a contar com um exame considerado pelos especialistas a mais nova arma para combater o câncer. O procedimento está sendo adotado no Hospital de Apoio por meio de uma parceria com a Universidade de Brasília. De acordo com a literatura médica internacional, ele consegue aumentar a eficiência do tratamento de 70% para 80% quando analisado seus resultados em grupos.

Chamado de RT-PCR, o teste permite identificar exatamente o tipo de leucemia presente no organismo. Ao olhar a célula cancerosa no nível molecular, o mais refinado hoje, é possível identificar qual dos mais de 10 subtipos da doença acomete a criança.

Essa informação é fundamental para realizar tratamentos específicos e assim obter melhores resultados em cada caso. “O exame oferece para o médico a oportunidade de olhar para o paciente de forma individualizada”, diz a doutoranda da UnB Débora Mesquita, que realiza pesquisa orientada pela professora do Instituto de Ciências Biológicas Íris Ferrari. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 3 mil casos de leucemia infantil surgem a cada ano. No HAB, quase 150 pacientes já fizeram o exame.

Além de identificar o tipo de leucemia, o teste oferece dados sobre a quantidade de células doentes. A sensibilidade da técnica é tão alta que permite enxergar uma célula cancerígena entre 10 mil sadias e assim acompanhar a resposta da criança ao tratamento. Em 2000, a Organização Mundial da Saúde passou a considerar o exame molecular fundamental para o diagnóstico de câncer no sangue. No exame tradicional, o médico não tinha informações sobre a evolução da doença neste nível tão refinado. "Com o exame podemos prever a evolução da doença. Antes, as crianças recaiam e não sabíamos porquê", afirma José Carlos Córdoba. 

Modo

A técnica utilizada no HAB consiste em checar a combinação formada pelos genes após a alteração genética. É essa “bagunça” orgânica que faz as células se multiplicarem desordenadamente, caracterizando o câncer. Para cada leucemia, há um tipo diferente de troca entre os genes, que pode ser entre o cromossomo 15 e o 17, por exemplo. No exame molecular, é possível ver que pedaço do cromossomo 15 se separou e em que ponto do 17 se uniu.

Informações como essa geram reflexos diretos no tratamento. “Com os marcadores moleculares, mesmo pacientes que estavam indo bem foram encaminhados para tratamentos mais intensivos, dando a eles mais chances de se curar”, afirma o oncologista do HAB José Carlos Córdoba.
 
Texto: Fabiana Vasconcelos
Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB

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