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Relações Interpessoais e a
Internet
Bem, primeiramente acredito que a psicanálise possa me auxiliar no entendimento
de como funciona o processo de pensar. Com isso é possível desenvolver
estratégias que com certeza iram proporcionar uma maior construção de um
raciocínio lógico possibilitando uma internalizarão completa de um conhecimento.
Um ponto que pode ser trabalhado na disciplina de informática educacional são as
relações interpessoais. Hoje em dia quem tem computador com acesso a internet
possui um perfil em algum site de relacionamento. Muitas as vezes até em mais de
um. Não estou me referindo a adultos mas sim crianças, ou pelo menos
consideradas crianças a pouco tempo atrás (10 anos em diante). Muitos pais
acham muito legal, ter seu filho exposto na grande rede, mas não mede o tamanho
do prejuízo que pode vir a ter, exemplo: (um pouco extenso mas vale a pena ler e
refletir).
A história de Docinho14 e Meteoro123: perigo na
internet
Fonte:
http://luferdiz.com.br/2009/07/22/a-historia-de-docinho14-e-meteoro123-perigo-na-internet/
Hoje, quero apresentar-lhe um texto que recebi por e-mail. Não sei se é
verídico, porém exemplifica muito bem o quanto nossas crianças e até nós mesmo
ficamos expostos na internet, correndo riscos inclusive contra a vida.
Docinho14 e Meteoro123
Após deixar seus livros no sofá ela decidiu comer um lanche e entrar online.
Conectou-se com o seu nome na tela:
“Docinho14:”
Revisou sua lista de amigos e viu que Meteoro123 estava conectado. Ela enviou
uma mensagem instantânea:
Docinho14: Oi. Que sorte que vc está aí! Pensei que alguém me seguia na rua
hoje. Foi esquisito mesmo!
Meteoro123: RISADA. Vc assiste muita TV. Por que alguém te seguiria? Vc não mora
em um bairro seguro?
Docinho14: Com certeza. rsrsrs. Acho que imaginei isso porque não vi ninguém
quando virei.
Meteoro123: A menos que vc tenha dado teu nome online. Vc não fez isso, né?
Docinho14: Claro que não. Não sou idiota, vc já sabe.
Meteoro123: Você jogou vôlei depois do colégio hoje?
Docinho14: Sim e ganhamos!
Meteoro123: Ótimo! Contra quem?
Docinho14: Contra as Vespas do Colégio Sagrada Família. rsrsrs. Seus uniformes
são um nojo! Pareciam abelhas.. srsrsrsrs
Meteoro123: Como se chama teu time?
Docinho14: Somos os Gatos de Botas. Temos garras de tigres nos uniformes…São
muito legais.
Meteoro123: Você joga no ataque?
Docinho14: Não, jogo na defesa. Tenho que sair. Tenho que fazer minha tarefa
antes que cheguem meus pais. Não quero que fiquem
bravos. Tchau!
Meteoro123: Falamos mais tarde. Tchau.
Entretanto Meteoro123 foi ao menu de membros e começou buscar sobre o perfil
dela. Quando apareceu, copiou e imprimiu. Pegou uma caneta e anotou o que sabia
de Docinho até agora.
Seu nome: Tatiane
Aniversário: Janeiro 3, 1993
Idade: 13
Cidade onde vive: Santo Antônio da Platina, Estado do Paraná.
Passatempos: vôlei , inglês, natação e passear nas lojas.
Além destas informações, sabia que vivia em Santo Antônio da Platina porque lhe
tinha contado recentemente. Sabia que estava sozinha até as 6.30 PM todas as
tardes até que os pais voltavam do trabalho. Sabia que jogava vôlei nas quintas
feiras de tarde com o time do colégio, os Gatos de Botas.
Seu numero favorito, o 4, estava estampado na sua jaqueta. Sabia que estava na
oitava série no colégio Sebastião Paraná. Ela tinha contado tudo em conversas
online.
Agora tinha suficiente de informação para encontrá-la. Tatiane não contou a seus
pais sobre o incidente ao voltar do parque. Não queria que brigassem com ela e
que lhe impedissem voltar caminhando dos jogos de vôlei.
Os pais sempre exageram e os seus eram os piores. Ela teria gostado não ser
filha única.
Talvez, se tivesse irmãos seus pais não tivessem sido tão superprotetores. Na
quinta feira, Tatiane já tinha esquecido que alguém a seguia. Seu jogo estava em
plena ação, quando de repente, sentiu que alguém a observava. Então lembrou.
Olhou desde sua posição e viu um homem observando-a de perto.
Estava inclinado contra a cerca na arquibancada e sorriu quando o viu. Não
parecia alguém de quem temer e rapidamente fugiu o medo que sentiu. Depois do
jogo, ele sentou-se num dos bancos, enquanto ela falava com o treinador. Ela
percebeu seu sorriso mais uma vez quando passou do lado.
Ele acenou com a cabeça e ela devolveu o sorriso. Ele percebeu seu nome nas
costas da camiseta. Sabia que a tinha achado.
Silenciosamente, caminhou numa distância certa atrás dela. Eram só umas quadras
até a casa de Tatiane, quando viu onde morava voltou logo ao parque para
procurar seu carro. Agora tinha que esperar. Decidiu comer algo até que chegou a
hora de ir à casa de Tatiane. Foi a uma lanchonete e sentou até a hora de
começar seu objetivo.
Tatiane estava no seu quarto, mais tarde essa noite, quando ouviu vozes na sala.
“Tati, vem aqui!”, chamou seu pai. Parecia perturbado e ela não imaginava o
porquê. Entrou na sala e viu o homem do parque no sofá. “Senta aí”, começou seu
pai, “este senhor nos acaba de contar uma história muito interessante sobre você”.
Tatiane sentou-se. Como poderia ele contar-lhes qualquer coisa? Nunca o tinha
visto antes de hoje!
“Você sabe quem sou eu?” perguntou o homem.
“Não‘” respondeu Tatiane.
“Sou polícia e teu amigo do chat, Meteoro123”.
Tatiane ficou pasmada. “É impossível! Meteoro123 é um menino de minha
idade! Tem 14. e mora em Minas Gerais !”.
O
homem sorriu. “Sei que eu disse tudo isso, mas não era verdade. Veja, Tatiane,
tem gente na internet que se faz passar por garotos; eu era um deles. Mas,
enquanto alguns o fazem para machucar crianças e jovens e fazer dano, eu sou de
um grupo de pais que o faz para proteger as crianças dos malfeitores. Vim te
encontrar para te ensinar que é muito perigoso falar online. Você me contou o
suficiente sobre você para eu te achar facilmente… Você me deu o nome da tua
escola, do teu time e em que posição você joga”.
O
número e teu nome na jaqueta fizeram com que eu te encontrasse rapidinho.
Tatiane gelou. “Você quer dizer que não mora em Minas Gerais?”. Ele riu. “Não,
moro em Santo Antonio da Platina. Você se sentiu segura achando que morava
longe, né?”
“Eu tenho um amigo cuja filha era como você. Só que ela não teve tanta sorte. O
cara a encontrou e a assassinou enquanto estava sozinha em sua casa. Ensina-se
as crianças e jovens a não dizer pra ninguém quando que eles estão sozinhos,
porém contam isso o tempo todo pela internet. As pessoas maldosas te enganam
para tirar informação daqui e de lá online. Antes que você saiba, você já lhes
contou o suficiente para ele te achar sem você perceber. Espero que você tenha
aprendido uma lição disto e que não o faças de novo. Conta a outros sobre isto
para que também estejam seguros”.
“Prometo que vou contar!”.
Essa noite, Tatiane e seus pais ajoelharam-se juntos e agradeceram a Deus por
protegê-la do que poderia ter sido uma situação trágica…
Está é a realidade de nossas crianças, encorajadas por seus colegas, ou mesmo
por ter um anseio de se autopromover (marketing pessoal). Lentamente e agora sem
a intervenção diretas dos adultos estamos voltando a um costume da idade média
quando crianças eram tratadas como pequenos adultos.
Muito preocupante, e requer uma imediata solução, que ao meu ver é fazer com que
estes sites de relacionamento coexistam com a educação ou tenham uma conotação
mais educativa do que promocional.
Seria isso, abraço e até a próxima.
Prof. Douglas Ropelato
Informática Educacional e Profissional |