Por Karina Beatrice Frainer
Amarela, azul, branca, preta, roxa. As cores são inúmeras, juntamente com os significados que estão preocupando pais e autoridades do mundo inteiro, são as pulseiras de silicone. Uma prática vinda da Inglaterra, que alcançou o país em pouco tempo e já virou mania entre as rodas de amigos. Cada cor significa um atitude, que a pessoa deve ter em relação à pessoa que consegue arrebentar a pulseira. E a maior preocupação nesta brincadeira, é onde tudo isso vai parar.
Arrebentar a tal cor dá direito a um beijo na boca, a outra cor dá direito a uma mordida e a outra ainda, dá direito ao sexo. Muitos adolescentes acabam se aproveitando da brincadeira para abusar de menores, levando ao estupro e a pedofilia. Algumas escolas já estão buscando orientações sobre como lidar com a situação, visto que nem sempre a proibição coíbe o ato. A explicação e a conscientização dos valores humanos são formas de orientar as crianças em relação a essa nova moda.
As pulseiras de silicone fazem parte da vida dos adolescentes muito antes da “moda da pulseira do sexo” ser criada. São vendidas a um preço baixo e podem ser encontradas em diversas cores em qualquer lugar. Como qualquer outro objeto da moda, acaba influenciando as crianças a consumir os produtos mesmo sem saber dos tais significados. A nova “onda” da pulseira do sexo, que nada mais é do que a própria desvalorização da pessoa humana precisa ser compreendida pelos adolescentes para evitar problemas futuros.
Para que haja uma relação de afetividade, carinho e amor não são necessárias pulseiras, mas atitude e conquista na idade certa. Preserve a sua vida, seus valores e sentimentos e não se deixe levar por tudo que acontece por aí. As aparências enganam e a sua felicidade pode ser arrebentada como uma simples pulseira de silicone.