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Os médicos colheram o sangue do paciente e extraíram certas células do sistema imunológico conhecidas com linfócitos T CD4, clonaram cinco milhões delas e aplicaram no paciente, que estava à beira da morte, com o câncer espalhado pela virilha e pelos pulmões. O paciente apresentou um pouco de febre, dores musculares e uma queda dos seus linfócitos, mas poucos dias depois, esses efeitos desapareceram. Dois meses após a injeção, o homem não apresentava mais vestígios das metástases e, até hoje, passados quase três anos, ele se mantém saudável. Em artigo que acompanha o caso clínico, Louis Weiner, da Universidade de Georgetown, pergunta: "Serão estes resultados uma miragem, um oásis, ou um prenúncio da cura? Penso que, embora ainda não tenhamos chegado lá, a cura está à vista." Porém, em outros três pacientes testados, a técnica não apresentou resultados. A esperança é que a tecnologia evolua e os cientistas consigam desenvolver terapias personalizadas para todos os tipos de câncer e pessoas. A pesquisa foi publicada na revista científica New England Journal of Medicine. Adm.
Alexandre Rocha Freitag Filho Laboratório
Freitag & Weingärtner -
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