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por Viviana Borchardt
Momento Carlos Drummond de Andrade O poeta Carlos Drummond de Andrade, além de atuar como escritor colaborador, também ingressou no serviço público e, em 1934, quando se transferiu de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, foi chefe de gabinete do ministro da Educação, Gustavo Capanema, até 1945. Então, passou a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, em 1962 aposentou-se. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil. Dentre as obras de Drummond estão os livros de poesia: Alguma poesia (1930); Brejo das almas (1934); Sentimento do mundo (1940); Poesias (1942); A rosa do povo (1945); Claro enigma (1951); Viola de bolso (1952); Fazendeiro do ar (1954); A vida passada a limpo (1959); Lição de coisas (1962); Boitempo (1968); As impurezas do branco (1973); A paixão medida (1980); Corpo (1984); Amar se aprende amando (1985); O amor natural (1992). E os livros de prosa do escritor: Confissões de Minas (1944) - ensaios e crônicas; Contos de aprendiz (1951); Passeios na ilha (1952) - ensaios e crônicas; Fala, amendoeira (1957) - crônicas; A bolsa e a vida (1962) - crônicas e poemas; Cadeira de balanço (1970); O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e verso (1972) - crônicas; Boca de luar (1984) - crônicas; e Tempo vida poesia (1986). O poeta trabalha, sobretudo, com o tempo em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Nos livros “Sentimento do mundo”, “José” (1942) e, principalmente, “A rosa do povo”, o escritor lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta o explícito de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. Diz-se que a surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, sempre mantida.
No Meio do Caminho No meio do caminho tinha uma pedratinha uma pedra no mei do caminhotinha uma pedrano meio do caminho tinha uma pedra.Nunca me esquecerei desse acontecimentona vida de minhas retinas tão fatigadas.Nunca me esquecerei que no meio do caminhotinha uma pedraTinha uma pedra no meio do caminhono meio do caminho tinha uma pedra. |
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