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por Viviana Borchardt
Momento Castro Alves
Antônio Frederico de Castro Alves nasceu dia 14 de março de 1847 na comarca de Cachoeira, no Estado da Bahia. Filho de Clélia Brasília da Silva Castro, que faleceu em 1859 e de Antônio José Alves, que partiu em 1866. O poeta, mais conhecido como “poeta dos escravos”, fez o curso primário no Ginásio Baiano. Em 1862 ingressou na Faculdade de Direito de Recife (Pernambuco). No ano de 1863, Castro Alves namorou a atriz portuguesa Eugênia Câmara e aconteceu a composição dos primeiros poemas abolicionistas de Castro: Os Escravos e A Cachoeira de Paulo Afonso, declamando-os em comícios cívicos. Ainda em 1863, Castro Alves publicou “A Canção do Africano”, os seus primeiros versos abolicionistas. Já em 1864 escreveu o poema “O Tísico” (ao qual deu, mais tarde, o título de “Mocidade e Morte”). Em Recife (1865), na abertura do ano letivo declamou o poema “O Século”. Começou a elaborar os poemas de “Os Escravos”. Em 1867 deixou Recife e foi para a Bahia, onde representou seu drama (no teatro): “Gonzaga”. Seguiu depois para o Rio de Janeiro, onde recebeu incentivos promissores de José de Alencar, Francisco Otaviano e Machado de Assis. Em São Paulo encontrou, na cidade de Arcadas, a mais brilhante das gerações, na qual tinham Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Bias Fortes e tantos outros. Viveu, então, os seus dias de maior glória. Em 11 de novembro de 1868, quando caçava nos arredores de São Paulo, feriu o calcanhar esquerdo com um tiro de espingarda, resultando-lhe na amputação do pé. Sobreveio, em seguida, a tuberculose, e foi obrigado a voltar à Bahia, aonde veio a falecer, em 6 de julho de 1871, aos 24 anos de idade. Castro Alves pertenceu à Terceira Geração da Poesia Romântica (Social ou Condoreira), caracterizada pelos ideais abolicionistas e republicanos, e sendo considerado a maior expressão da época. Suas obras, na poesia, foram: Espumas Flutuantes (1870); A Cachoeira de Paulo Afonso (1876); Os Escravos (1883); Hinos do Equador, em edição de suas Obras Completas (1921); Navio Negreiro (1869); Tragédia no mar. No teatro, Castro Alves escreveu: Gonzaga ou a Revolução de Minas (1875). O poeta foi um dos maiores nomes da poesia brasileira e, por isso, o Dia Nacional da Poesia comemora-se em 14 de março (dia de nascimento do poeta) para homenageá-lo. A Canção do Africano(Os Escravos)Livro: A Cachoeira de Paulo Afonso Lá na
úmida senzala, De um
lado, uma negra escrava "Minha
terra é lá bem longe, "0 sol faz
lá tudo em fogo, "Aquelas
terras tão grandes, "Lá todos
vivem felizes, O escravo
calou a fala, O escravo
então foi deitar-se, E a cativa
desgraçada |
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