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Gestão Industrial – Preciso de novo maquinário em 2018?

imagem: Pixabay

Esta é a verdadeira pergunta de 1 milhão de dólares. E não é somente força de expressão. A compra de uma nova máquina industrial pode atingir facilmente a cifra milionária e – não duvide (!) – pode ser, dependendo das circunstâncias, uma aquisição absolutamente desnecessária.

Nas indústrias que não possuem mecanismos confiáveis de medição da produtividade, o desperdício de tempo e matéria prima podem ser mascarados pela “desculpa” da defasagem do maquinário. Sem contabilizar aqui a ineficiência e despreparo de parte da equipe responsável pela produção.

Quando um novo ano se aproxima, é comum que administradores e gestores façam uma projeção para o crescimento de suas empresas e busquem encaixar no próximo orçamento anual investimentos que possam trazer maiores ganhos.

Em muitos casos, novas máquinas entram na lista de compras. Mas, será mesmo que são necessárias? Será que todo o parque fabril está operando na sua capacidade máxima?

A quarta e mais recente revolução industrial que está em curso – e que identifica a fábrica pelo termo Indústria 4.0 – incorpora novas tecnologias para que o chão de fábrica se torne uma “indústria inteligente”. Entre estas tecnologias, está a automação.

A automação industrial se desdobra em dois principais eixos de atuação. O primeiro deles é diminuir o tempo e erros a partir da mecanização de processos anteriormente feitos de forma manual. O segundo eixo é gerar dados precisos e confiáveis sobre esses processos.

Assim, é possível gerar relatórios com horários de início e término, velocidade de produção, projeção de finalização, programação de uso de maquinário e matéria prima e até mesmo sequenciamento dos processos.

Esse levantamento de dados sobre a produção é possível por meio de soluções que combinam software e hardware. Ou seja, sensores instalados às máquinas alimentam um banco de dados que pode ser acessado em tempo real de um computador ou até mesmo um celular.

Por isto, quando chega o mês de dezembro, é importante questionar se a necessidade de atender a um suposto aumento de demanda está amparada por dados confiáveis de que o parque fabril está de fato defasado e que existe urgência na compra de novo maquinário. Do contrário, a ineficiência continuará mascarada.

 

*Fabiana Voltolini Vieira é gerente comercial da filial da Vedois Tecnologia em Timbó (SC), empresa brasileira especializada no desenvolvimento de soluções em automação industrial. E sócia fundadora da Sull Automação, especialista em soluções de AIDC.

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