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Pomerode

Bendito ovo – Por Ivan Blumenschein (Avip)

Por Ivan Blumenschein, diretor executivo da Associação Visite Pomerode (Avip)

Bendito ovo - Por Ivan Blumenschein (Avip) 1

Ivan Blumenschein, diretor executivo da Associação Visite Pomerode (Avip)
Crédito: Divulgação

Nos últimos anos, a Osterfest – festa de Páscoa de Pomerode – cresceu e se tornou a maior celebração da data no Brasil. Em apenas 20 dias, cerca de 250 mil pessoas visitaram a cidade de 35 mil habitantes para conhecer o maior ovo decorado do mundo, admirar a árvore de casquinhas e vivenciar o que a cidade mais alemã do país tem a oferecer. E injetaram mais de R$ 30 milhões na economia local, correspondentes a 1,5% do PIB municipal.

Esse dinheiro entra pelos restaurantes, artesanatos, lojas de fábrica, parques e pousadas – na maioria, microempresas ou negócios de pequeno porte – mas seus efeitos vão muito além.

No Brasil, a lucratividade média das empresas é cerca de 10% do faturamento. Ou seja, 90% do que recebem são usados na compra de mercadorias, pagamento de funcionários, impostos, aluguel e outras despesas.

Assim, dos R$ 30 milhões que entraram pelos estabelecimentos, mais de R$ 25 milhões logo se espalham pela economia. E, diferentemente de outros setores, as empresas do turismo giram sua receita rapidamente e de forma local: o dinheiro que o turista gastou hoje no restaurante estará amanhã comprando linguiças no produtor, por exemplo. Como Pomerode produz grande parte dos insumos comercializados para o visitante, há um grande encadeamento econômico, com efeito multiplicador.

A Osterfest, organizada pela Associação Visite Pomerode, tem sido a principal força de divulgação turística do município. Não à toa, muitos estão investindo no setor. Há museus e hotéis em construção, fábricas expandindo e vários empórios, restaurantes e pousadas abrindo as portas, soprando dinamismo na economia.

Quem também se beneficia é a cultura pomerodense. Afinal, o turista quer ver as casas enxaimel, assistir os grupos folclóricos, degustar a gastronomia típica e ouvir a música alemã, dando sustentação à preservação da identidade local.

A Páscoa é uma data religiosa, não devemos nunca nos esquecer. Mas se for também uma oportunidade de gerar renda e emprego em um país que luta para se desenvolver, temos a obrigação de cultivá-la como tal.

 


Carol Sperb

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