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Bolão – Xuky, a princesa da bola 16 !

A vitoriosa carreira de Jussara de Souza  Roepke Mueller  atinge os 35 anos com vasta e rica história

Xuky – a princesa do bolão 16 catarinense

Timbó – Filha de Ruth Grimm Roepke,  precursora em Timbó do bolão 16 feminino e apontada a “Rainha” da modalidade no estado e país, e de Alfeu de Souza Roepke, ex-presidente  e benemérito da Federação Catarinense de Bocha e Bolão(FCBB), a bolonista Jussara de Souza Roepke Mueller,  a Xuky,  está completando nesta temporada 35 anos de carreira e participação na equipe do Guairacás/FME Timbó.   Com o incentivo dos pais,  Xuky iniciou em 1978 como reserva da primeira equipe da bola 16 do município,  e até hoje defende Timbó  em alto nível nas mais variadas competições, desde locais à certames Mundiais. Já em 1979 tornou-se titular da equipe nos Jogos Abertos de Santa Catarina(Jasc) e Campeonato Estadual. No quarto ano de bolão, conseguiu a  primeira medalha nos Jasc, a de prata em Itajaí. E, depois,  inúmeras e importantes conquistas foram alcançadas em nível de equipe e individual. Por tudo isso, e sendo filha de rainha, princesa é.

BOLÃO 16 do Guairacás-FME possui quatro títulos dos Jasc

O “Fala Pilo’ entrevistou a vitoriosa atleta. Confira –

 

JMV-Quem é Jussara de Souza Roepke Mueller?

JRM- No bolão sou mais conhecida por Xuky, tenho 50 anos, filha de Alfeu de Souza Roepke e Ruth Grimm Roepke. Tenho três irmãos: Dirlene, Yone e Alfeu Junior (Trovão).Sou casada há 18 anos com Markus Frederico Mueller e tenho uma filha, Fernanda Jaqueline Mueller.

 

JMV- Como iniciou o bolão 16 feminino em Timbó?

JRM- No ano de 1978, Ruth Grimm Roepke, passou a fazer parte do grupo de bolão de casais” Os Coringas””, do Clube Guairacás. O grupo jogava bolão 16, mas somente o cheio(todos os pinos  são levantados após cada arremesso). Sylvia Schroeder(em memória), que já participava do grupo há mais tempo e conhecia a modalidade de forma oficial, pois acompanhava seus filhos nos Jasc, sugeriu a Ruth que fosse formado uma equipe para os Jogos Abertos, pois haviam vagas. Assim, as duas bolonistas, com a ajuda de Roland Roepke,  “Velho”, formaram a primeira equipe de bolão 16 feminino de Timbó. Os primeiros treinamentos e os inúmeros amistosos com Indaial, que já participava dos Jasc,foram de fundamental importância para o crescimento da equipe.

JMV- Além do Velho, da Ruth e Sylvia,  outras pessoas colaboraram na criação da equipe?

  JRM – Para os treinamentos, contávamos também com a ajuda do Molinha(em memória-irmão de Velho), Klotz,  entre outros. Não posso esquecer de mencionar também  o saudoso Dr. Hans Muller, um grande incentivador do bolão de Timbó, que em época dos Jasc, sempre dizia:”Tragam o ouro, que eu dou o touro”, era churrascada na certa. Outra pessoa que sempre apoiou o bolão foi o Xodi Berndt(em memória), e  tivemos ainda vários técnicos que suportaram poucas e boas dessa mulherada complicada,  o Neto, Robi, Velho,  Brandt e aquele que não desiste nunca, o nosso Renatão.

JMV-Quando ocorreu a primeira conquista de destaque?

JRM- Já naquele primeiro ano (1978), Timbó obteve o quarto lugar nos Jasc de Caçador, ocasião em que o time masculino de Timbó, sagrou-se campeão. A primeira equipe era formada por nove atletas. Meu irmão, Alfeu Jr, o Trovão,  também começou a jogar bolão naquele ano e atua até hoje.  Meu marido Markus também é bolonista da FME/CGG.

JMV- Então você também foi integrante da primeira equipe de Timbó?

JRM– Sim, fiz parte da primeira equipe de bolão 16 de Timbó, em 1978 como reserva. Partidas  oficiais comecei como titular no ano seguinte,  no Estadual e Jogos Abertos. Como  a idéia da Sylvia era formar uma equipe rapidamente, a solução foi recrutar filhas e pessoas próximas. Minha mãe então  levou suas três filhas para as canchas, eu era uma delas.

JMV- E a sua primeira medalha quando aconteceu?

JRM- No quarto ano de bolão, conseguimos nossa primeira medalha. Foi a prata nos Jogos Abertos(Jasc) de Itajaí,mas o time já não contava mais com a primeira formação. A nossa equipe (FME-Guairacás)possui quatro títulos nos Jasc, várias pratas e bronzes. Muitos títulos estaduais e alguns Brasileiros. Particularmente possuo também vários títulos individuais e pontos recordes nos mais diversos campeonatos que disputei durante esses, quase 35 anos.

 

JMV- Um momento inesquecível?

JMR- Também tive minha época de ouro.Um momento que me marcou muito, foi a final dos Jogos Abertos de Joinville, em 1992, quando vencemos a equipe anfitriã por 19 pinos, quando todos diziam que a equipe de Joinville era imbatível dentro de casa.Vale lembrar que nesses  anos todos, sou a única que nunca deixou a equipe de Timbó.

 JMV- O que está acontecendo atualmente com equipe de Timbó ?

JMR- Na verdade, eu poderia escrever um  livro com tantas histórias maravilhosas do bolão. Muitas alegrias, conquistas, amizades, mas também muitas lágrimas nas derrotas ou até nas vitórias, mas cada uma delas valeu a pena e agora é hora de aposentar as  chuteiras e  ficar com as lembranças.

Não posso dizer que a equipe acabou por falta de apoio, na verdade o nosso técnico Renato Lenzi, está treinando umas meninas novas, mas não sei se vai conseguir formar um time. Tivemos alguns problemas no passado, mas a gente sempre teve apoio de pessoas que gostam do bolão, a gente nunca ficou na mão, qualquer problema o “Felipão do bolão” (Renato)  dizia: “Não se preocupem, eu dou um jeito”. Nos últimos anos, o apoio na Fundação tem sido muito bom.

JMV –Mas qual é então o real problema?

JRM– Eu acho que o maior problema é que no bolão 16 se  demora muito para  chegar em nível de competição. São necessários pelo menos um mínimo de quatro anos. Hoje com as canchas cada vez melhores, o nível técnico é alto e muitas desistem no meio do caminho. Também requer muito treinamento e as jovens trabalham e estudam, quase não sobra tempo para treinar.

No caso do feminino, depois de formadas atletas, algumas meninas casam e tem filhos, o que  impede a continuidade normal da carreira. Muitas levavam eles juntos nas competições, não era  fácil.

JMV- E a modalidade, também atravessa uma situação preocupante?

JMR- A situação atual do bolão 16  no estado e país é muito ruim. Há pouca renovação, (pelos motivos já citados). Incentivo, acho que até há, mas não podemos esquecer que o bolão ainda não é esporte olímpico, o que é um complicador em matéria de recursos . É triste afirmar, espero estar enganada, mas acho que o bolão 16 nos Jasc, está com os dias contados, especialmente o feminino.

Nos outro estados, a situação é ainda pior, Santa Catarina ainda é o estado com o maior número de praticantes.

JMV-  Qual foi a melhor temporada da equipe na história?

JRM– O ano de 1996, foi muito especial para mim. Em maio nasceu minha

filha, em outubro fui campeã dos Jasc de São Bento do Sul. Em novembro fui campeã brasileira por equipe e por duplas , com a Carmen Stédile(Preta). Na abertura deste campeonato brasileiro, que aconteceu no Guairacás, meu irmão e eu conduzimos a tocha e minha mãe fez o juramento do atleta, foi muito emocionante.

Outro fato que me marcou muito, foi a final dos Jogos Abertos de 1986 em Joinville, eu era a fechadora e precisava puxar um nove na pista quatro(última) para conquistar o título Não consegui, perdemos por tres pinos. Quando arremessei a última bola, comecei a chorar, então todo o time de Timbó invadiu a cancha e me abraçou. Foi a maior demonstração de carinho e união que eu já recebi.Tudo valeu a pena!

Xuky esta completando quase 35 anos de bolão 16 pela equipe Guairacás-FME Timbó
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