Cantata no Hospital Oase emociona pacientes e colaboradores com fé

Cantata no Hospital Oase emociona pacientes e colaboradores com fé

Dezembro 23, 2025 0 Por Redação

 

 

Cantata “Luz que Nasce Entre Nós” emociona pacientes e colaboradores no Hospital Oase

Sob luz suave e vozes entrelaçadas, a noite se fez oração. A Cantata “Luz que Nasce Entre Nós”, apresentada pelo Coral Vozes, transformou silêncio em esperança e corredores em morada de fé. Foi assim que, na noite de 22 de dezembro, a Capela do Hospital e Maternidade Oase acolheu uma celebração que ultrapassou paredes e alcançou corações — compartilhada pela sonorização interna em todos os setores do hospital, causando grande comoção entre pacientes, cuidadores e colaboradores.

A abertura trouxe a Palavra antiga que atravessa os séculos: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado Emanuel — Deus conosco” (Mateus 1.23). Com esse anúncio de presença e promessa, a pastora Paula Naegele, coordenadora espiritual da Oaset e pastora da Comunidade Luterana Cristo Bom Pastor, iniciou a apresentação reunindo na graça e na presença do Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Sua oração conduziu a todos ao tempo santo do Advento — tempo de espera ativa, de preparação do coração e de esperança que cresce à medida que a luz se aproxima.

Regido com sensibilidade pela maestrina Meri Duwe, o Coral Vozes fez da música uma narrativa viva. Cada canção foi ponte entre o texto bíblico e o hoje: Brilha Jesus abriu caminhos; Tocam os Sinos anunciou alegria; É Natal Mais Uma Vez aqueceu memórias; Cantai, Sua Luz ChegouLouvado Seja, ó JesusNoite Feliz e Agradecer costuraram fé, ternura e gratidão. A música não apenas soou — ela abraçou.

O Advento foi lembrado como mais do que uma contagem regressiva para o Natal. É tempo de aprender a esperar como quem confia. Cada vela acesa ilumina um pouco mais o caminho, convidando a diminuir o passo, a escutar a Palavra e a abrir espaço para Deus agir. No Advento, não somos nós que corremos até Deus; é Deus quem vem até nós. Por isso, aguardamos com alegria: “Vem, Senhor Jesus.”

A história do nascimento foi contada com a doçura que lhe é própria. Desde o princípio, Deus sonhou conosco e prometeu uma luz para iluminar cada coração que anda na escuridão. O povo esperou… e confiou. Também nós seguimos caminhando, testemunhando, confiando — mesmo sem saber quando a luz chegaria.

Em Nazaré, longe dos palácios e do poder, Deus escolheu Maria, jovem simples, de coração atento e disponível. Houve temor e silêncio, mas também confiança: “Eis aqui a serva do Senhor. Que se cumpra em mim a tua palavra.” Assim, a Luz do mundo começou a crescer. José, homem justo e trabalhador, também foi chamado — não por palavras fáceis, mas por sonhos inquietos. Com coragem, acolheu Maria e caminhou com ela, confiando que os planos de Deus não são em vão.

Veio o decreto, a viagem longa, o cansaço, as portas fechadas. “Não há lugar…” Mas Deus já havia preparado o espaço. Entre os mais simples, num berço humilde, a promessa se cumpriu: o Salvador veio em humildade. E ali, entre o feno e o calor dos animais, nasceu a Luz tão esperada. Pequeno e frágil, Jesus trouxe um amor eterno, capaz de transformar nações e atravessar a eternidade.

É noite de paz.
É noite de esperança.
É noite de Natal.

Fora da cidade, pastores cuidavam do rebanho — homens simples, zelosos, confiantes de que Deus não se esquece dos seus. O céu se abriu em festa, a luz brilhou, e eles correram para adorar o Menino, levando o que tinham: fé, coragem e verdade. De terras distantes, sábios seguiram a estrela. Com ouro, incenso e mirra, encontraram o Rei que não nasceu em palácio, mas em humildade. Diante do Deus feito menino, todos se ajoelharam.

Naquela noite de 22 de dezembro, essa história chegou até nós de um modo especial. Pela sonorização interna, as vozes do coral percorreram quartos, corredores, salas de espera e postos de trabalho. Houve silêncio atento, lágrimas discretas, sorrisos contidos. A música fez companhia a quem aguardava, fortaleceu quem cuidava e emocionou quem servia. Em meio à rotina hospitalar — marcada por esperas, decisões e desafios — a fé cantada tornou-se consolo e presença.

“Vale a pena persistir, vale a pena se dedicar. Vale muito a pena servir a Deus”, resumiu a maestrina Meri Duwe, ao falar de um dos momentos mais esperados pelo grupo: compartilhar a Palavra de Deus através da música no hospital, com alegria que contagia cada integrante.

A história do Coral Vozes é feita de passos simples e sonhos grandes. Iniciado de forma informal, sob os cuidados pastorais e o som do violão, o grupo cresceu com o abraço da comunidade e a chegada da regência. Hoje, com 29 integrantes, canta a quatro vozes e prova que dedicação e amor transformam. Em menos de um ano de ensaios quinzenais, um grupo de canto tornou-se coro que anuncia a luz que vence a escuridão.

Ao final, permaneceu uma certeza antiga e sempre nova: Deus se fez gente. A Luz continua brilhando — no coração que se abre, no gesto que acolhe, na fé que renasce a cada Natal.

Que a Luz de Cristo inunde nossas vidas.
Que essa Luz brilhe através de nós.
Feliz Natal! Jesus nasceu.