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Oktoberfest

Choppmotorrad valoriza a autenticidade dos trajes típicos

As tradicionais vestimentas de origem alemã são elementos que colorem a passagem do grupo pelos desfiles da Oktoberfest Blumenau e reforçam a essência da preservação da cultura germânica.

Choppmotorrad valoriza a autenticidade dos trajes típicos 1A Choppmotorrad pilotada por Ingo Penz e a copiloto Marleni Gesser no sidecar são atração nos desfiles da Oktoberfest Blumenau. É a tradicional Jawa 1951 surgir na Rua XV de Novembro para mais uma participação especial com muita diversão que também aparece um verdadeiro resgate dos costumes alemães em forma de trajes típicos.  Atualmente, a Choppmotorrad é composta por 50 integrantes que apostam na roupa tradicional alemã, que para mulheres chama-se Dirndl, e para homens, Lederhosen, para trazer a cultura e a essência dos trajes típicos para os desfiles. Na Choppmotorrad não existe uma padronização dos trajes, mas a autenticidade das vestimentas com origem nas regiões de Tirol, Bavieira e Salzburgo, na Alemanha.

É assim que o segundo veículo de irreverência dos desfiles da Oktoberfest aparece na principal via de Blumenau: rodeado por um grupo colorido e com vestimentas tradicionais distribuindo chope e sorrisos e encantando o público da segunda maior festa alemã do mundo. Na Choppmotorrad as mulheres usam o Dirndl, composto por uma blusinha e um vestido estilo camponesa com um corpete bem cinturado. Nem todas integrantes usam o avental, mas capricham nos acessórios que complementam o traje feminino da roupa típica da Alemanha como um cordão com a Edelweiss; flor nativa dos Alpes e montanhas europeias, florescendo entre julho e setembro, pulseira e, na cabeça, uma tiara de flores ou chapéu que destacam o penteado. O “Dirndl” surgiu como a roupa de trabalho e tronou-se popular entre as mulheres de classe alta para ser usado em feriados de verão e atividades no campo. A posição do nó do avental é, na maioria das vezes, um indicador do estado civil da mulher. Um nó amarrado no lado esquerdo da mulher indica que ela é solteira, um nó amarrado à direita significa que ela é casada ou comprometida e um nó atado na parte de trás sugere que a mulher é viúva.

Já os homens que fazem parte do grupo Choppmotorrad usam essencialmente o traje masculino da roupa típica da Alemanha que é a Lederhose, uma calça de couro preta ou marrom com suspensórios.  Tradicionalmente era uma roupa utilizada durante a caça e pelos camponeses. A lederhosen de couro de cabra, bezerro ou até mesmo de cervo era fácil de limpar e prática para o trabalho no campo. As calças curtas de couro apareceram na aristocracia entre meados e final do século 19. Os habitantes da Baviera desenvolveram um estilo distinto de “Lederhosen”, com a aba frontal como são os trajes atualmente. A camisa de botões branca ou quadriculada arremata a composição da vestimenta. Os acessórios também são essenciais para criar a autenticidade dos trajes masculinos na Choppmotorrad como o Charivari que é uma corrente na região da cintura com medalhas, dentes de animais ou talismãs e o Lofer, uma proteção na batata da perna. Todos os homens do grupo usam chapéu. E, claro, o piloto Ingo Penz aposta na autenticidade dos acessórios que são inclusive tema da canção Choppmotorrad da Banda Cavalinho: “Coisa de maluco, é o chifre que eles usam. Não é na cabeça. É pendurado no pescoço. Dentro desse troço. Tem dois litros de cachaça….”

Desta forma, valorizando também o traje típico alemão que a Choppmotorrad cria momentos significativos a cada passagem pela Rua XV de novembro com um jeito peculiar e criativo de manifestar e manter a tradição germânica.

 

Crédito da foto: Daniel Zimmermann / acervo Parque Vila Germânica

Schayla Kurtz Jurk

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