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Saúde

Cuidados simples ajudam a prevenir quedas

A ocorrência de quedas é causa bastante frequente de lesões – principalmente entre os idosos. O assunto, que já merece atenção por parte de autoridades e especialistas, deve ganhar importância crescente com o envelhecimento da população. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,55 dos brasileiros tem 65 anos ou mais. Em 2039 os idosos serão 17% da população. Em 2059, 25%.

Essa mudança etária exige atenção à prevenção. No Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde, 25% dos idosos entrevistados haviam sofrido uma queda no período de até 12 meses antes de serem ouvidos. As vítimas mais frequentes foram mulheres com mais de 75 anos. “Algumas mudanças de hábito podem diminuir os riscos”, diz a enfermeira Larissa Gutierres, que participou da equipe responsável pela implantação do protocolo de prevenção de quedas no Hospital Baía Sul, em Florianópolis.

No dia a dia, diz, é importante que idosos usem calçados antiderrapantes e evitem o salto alto. Também vale a pena ter atenção especial às escadas, que precisam ter corrimão dos dois lados, e analisar a viabilidade de colocar barras de apoio dentro do box, que deve ter um tapete antiderrapante. Ela alerta ainda para a atenção ao uso de medicamentos. “Principalmente quando há troca de um remédio ou no início do uso de um novo medicamento há necessidade de um maior cuidado e acompanhamento de eventuais efeitos colaterais”.

O ELSI também relacionou quedas a algumas doenças, como a artrite ou reumatismo e a diabetes, que pode causar problemas de visão. No ambiente externo, calçadas com problemas de conservação exigem atenção redobrada dos idosos. “Mesmo episódios que muitas vezes passam despercebidos, como o escorregão ou o tropeçar seguidas vezes, são sinais de alerta”, diz Larissa Gutierres.

Hospital tem práticas para garantir segurança dos pacientes 

O Hospital Baía Sul, no Centro da capital, desenvolveu e implantou um protocolo de prevenção de quedas. O esforço para garantir maior segurança aos pacientes começa com a identificação de indivíduos com maior risco, o que inclui a avaliação de cada caso. São levados em consideração aspectos como idade do paciente, jejum prolongado, uso de medicação, histórico, entre outros.

As medidas incluem ainda orientações a acompanhantes, uso de calçados antiderrapantes e uso de grades mais altas ao lado da cama.


Yasmine Holanda Fiorini – All Press

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