
Especialista dá dicas para síndicos escolherem empresas terceirizadas de vigilância e zeladoria
Abril 10, 2026
Avaliar critérios além do preço é essencial para evitar passivos trabalhistas, falhas operacionais e riscos à segurança do condomínio.
A terceirização de serviços como vigilância, portaria, limpeza e zeladoria é uma prática cada vez mais comum em condomínios residenciais e empresariais. Além de trazer praticidade e redução de custos operacionais, esse modelo permite que síndicos e gestores foquem na administração do empreendimento. No entanto, a escolha da empresa prestadora exige atenção redobrada para evitar prejuízos financeiros, falhas na execução dos serviços e até processos trabalhistas.
De acordo com Rogério Siqueira, gerente Comercial da vertical Capital Humano da Orsegups, o erro mais comum está em basear a decisão apenas no menor valor do contrato. “Observar critérios além do preço é fundamental para garantir segurança e qualidade na terceirização”, afirma o especialista. Veja as principais dicas para uma contratação segura e eficiente.
Não escolha apenas pelo menor preço
O custo é importante, mas não deve ser o único fator decisivo. Empresas que oferecem valores muito abaixo do mercado podem não cumprir corretamente obrigações trabalhistas ou não possuir estrutura adequada para atender o cliente.
“Se a empresa não mantém salários e encargos em dia, o risco de problemas é grande. Quem contrata mal pode acabar pagando duas vezes”, alerta Rogério.
No caso dos condomínios, a legislação prevê responsabilidadesubsidiária em determinadas situações. Isso significa que o contratante pode ser acionado judicialmente caso a terceirizada descumpra direitos trabalhistas. Por isso, escolher uma empresa confiável é uma medida de proteção jurídica.
Avalie a solidez e a regularidade da empresa
Tempo de atuação no mercado, apresentação de certidões negativas atualizadas, certificações e processos internos de qualidade são indicadores importantes da seriedade da prestadora de serviços.
No caso específico dos serviços de vigilância patrimonial, é indispensável verificar se a empresa possui autorização válida da Polícia Federal, conforme determina a Lei nº 7.102/83. Empresas que não possuem essa regularização atuam de forma irregular, o que pode gerar autuações, multas e até responsabilização do condomínio.
Segundo o especialista, esses fatores demonstram se a empresa tem capacidade financeira e administrativa para assumir o contrato com responsabilidade e continuidade.
Verifique se há supervisão e uso de tecnologia
Empresas bem estruturadas utilizam sistemas de monitoramento e controle de presença em tempo real. Isso permite identificar rapidamente falhas na operação e agir de forma imediata.
“Hoje é possível saber em poucos minutos se um profissional não compareceu ao posto de trabalho e providenciar a substituição sem comprometer a rotina do condomínio”, explica Rogério.
Exija garantia de reposição de profissionais
Outro ponto essencial é confirmar se a empresa possui uma reserva técnica qualificada para cobrir faltas, afastamentos ou emergências.
“Uma terceirizada precisa ter profissionais preparados para garantir a continuidade do serviço sem causar impacto ao cliente, independentemente da situação”, reforça o gerente.
Essa garantia evita que o condomínio fique desassistido em funções críticas, como vigilância e portaria.
Prefira empresas que trabalham com venda consultiva
Na venda consultiva, a empresa visita o local, analisa a rotina do condomínio e propõe soluções personalizadas. O serviço é construído em parceria com o cliente, considerando características como número de moradores, fluxo de pessoas e necessidades específicas.
“Quando a solução é pensada de acordo com a realidade de cada operação, o resultado tende a ser mais satisfatório”, destaca Rogério.
Planejamento é sinônimo de segurança
Para o especialista, a escolha de uma empresa terceirizada deve ser encarada como uma decisão estratégica. Um processo criterioso de seleção reduz riscos trabalhistas, garante maior qualidade na prestação do serviço e contribui para a segurança e o bem-estar dos moradores e usuários do espaço.
“Mais do que contratar um fornecedor, o síndico está escolhendo um parceiro para o dia a dia do condomínio. Por isso, planejamento e análise são indispensáveis”, conclui.
—
Márcia Oliveira – Jornalista























