
Governo Lula garante R$ 384 milhões a SC após Estado bancar obras federais na gestão Bolsonaro
Março 25, 2026
Deputado Fabiano da Luz (PT) destaca esforço do governo federal para devolver os recursos e cobra o governador pela falta de diálogo com Brasília
O governo Lula vai abater R$ 384 milhões da dívida de Santa Catarina com a União, em uma medida que busca ressarcir o Estado por investimentos feitos em rodovias federais na gestão Bolsonaro. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A solução foi construída após tentativas do governo federal de devolver os recursos por meio de obras diretas no Estado. O governador Jorginho Mello rejeitou todas as propostas.
Durante sessão da Assembleia Legislativa em Curitibanos, o deputado estadual Fabiano da Luz destacou a atuação de Brasília na resolução do impasse.
“Graças à seriedade do governo Lula, Santa Catarina vai ter mais R$ 385 milhões, recursos para fazer obras e melhorias para o nosso Estado. Isso é tratar Santa Catarina com o respeito que merece. E olha que o governador não recebeu nenhum ministro, não esteve em Brasília nenhuma vez para encontrar o presidente da República e fugiu de todas as audiências”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a medida demonstra o compromisso do governo federal com Santa Catarina, mesmo com a falta de diálogo por parte do governo do Estado, que seria fundamental para ampliar os investimentos.
O valor a ser abatido corresponde a cerca de R$ 400 milhões que foram destinados pelo governo estadual e pela Assembleia Legislativa para obras em rodovias federais durante o governo de Jair Bolsonaro, em um cenário de baixo investimento da União nas BRs catarinenses.
Com a posse de Lula, em 2023, os investimentos federais em infraestrutura no Estado avançaram, chegando ao patamar de R$ 1 bilhão por ano. Paralelamente, o governo federal se colocou à disposição para devolver os recursos aplicados anteriormente.
Em 2024, o ministro dos Transportes, Renan Filho, chegou a propor que Santa Catarina indicasse rodovias estaduais prioritárias para receber obras executadas diretamente pela União. A proposta, no entanto, não foi aceita pelo governo estadual.
Diante da falta de acordo, a equipe econômica optou pelo abatimento da dívida como forma de garantir o ressarcimento. Com isso, Santa Catarina deixa de pagar parcelas à União e ganha margem fiscal para investir em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Para Fabiano da Luz, a solução evidencia a intenção do governo federal de beneficiar o Estado, mesmo com todas as negativas de Jorginho Mello. “Mesmo sem diálogo por parte do governo estadual, o governo Lula buscou uma saída concreta para beneficiar Santa Catarina”, afirmou.
Gisele Krama





















