Havan inicia processo de inclusão digital através de vídeos traduzidos em Libras

Havan inicia processo de inclusão digital através de vídeos traduzidos em Libras

3 de março de 2020 Off Por Redação

A intenção é de aumentar o número de vídeos utilizando essa ferramenta que permite aos surdos compreenderem o conteúdo. No Brasil já são quase 11 milhões de deficientes auditivos

 

A Havan, maior rede de lojas de departamentos do Brasil, já vem há algum tempo investindo na inclusão em suas campanhas publicitárias. E, recentemente, começou a investir também na inclusão digital, com tradutor em Libras (Língua Brasileira de Sinais) em alguns vídeos como o Na Brasa) e o Experimenta Essa, que são do canal do Youtube da Havan. “A Havan acredita na inclusão como sendo uma das ferramentas de desenvolvimento do País. Estamos auxiliando no exercício da cidadania, tornando nosso conteúdo acessível para muito mais pessoas”, declara o gerente de marketing, Jordan Hang.  A intenção é promover a acessibilidade audiovisual em vídeos de conteúdo, além de oportunizar o acesso ao entretenimento e a informação às pessoas com deficiência auditiva.

De acordo com um estudo feito em conjunto pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda, já existem 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil. E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, inserir legendas em um vídeo não é a maneira mais assertiva para resolver o problema de acessibilidade. “Por isso, para que um vídeo se torne 100% compreensível pelos surdos é necessário investir em Libras, e não só em legendas”, afirma.

Há pessoas que nasceram surdas e outras que perderam a audição (ou parte dela) em um determinado momento. Nesse segundo caso, as legendas funcionam muito bem, visto que já haviam aprendido o português antes de se tornarem surdos. Porém, quem já nasceu surdo ou perdeu a audição antes da alfabetização, tem grandes dificuldades para compreender um vídeo somente com a legenda. Por isso, é necessário a inserção de um tradutor de Libras.

A necessidade de inclusão é imperiosa. Tanto que em 2017 o Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), pela primeira vez, contou com uma prova em vídeo traduzida em Libras, voltada aos estudantes com deficiência auditiva. Alguns outros experimentos já foram feitos e a tendência é aumentar, visto que o brasileiro cada vez mais assiste a vídeos.

De acordo com um estudo da Cisco, os vídeos online devem crescer de forma vertiginosa. Até 2021, esse tipo de conteúdo deve representar 82% do tráfego mundial da internet. Já uma pesquisa do Google e do Instituto Provokers, aponta que cresceu 90%  o consumo de vídeos online entre 2014 e 2017. “É impressionante que, mesmo com números tão relevantes, ainda seja ínfimo o investimento das empresas em vídeos com recursos que promovem a acessibilidade. A Havan é uma empresa que pensa de forma global e no futuro. Por isso, de forma gradativa, vamos inserir a Libras em nossos vídeos”, afirma.

 Seguem links de dois vídeos que já estão no ar: 


Elaine Cristina Malheiros
Jornalista
New Age Comunicação