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Saúde

História de superação de quem venceu o câncer de mama

Programa de Rastreamento Mamográfico ajudou paciente a diagnosticar e lutar contra a doença.

 

História de superação de quem venceu o câncer de mama 1Ruth Lamonica foi diagnosticada com câncer de mama aos 58 anos, depois de receber em casa uma Guia de Rastreamento Mamográfico e decidir realizar o exame. O documento – uma requisição para fazer mamografia gratuita anual – faz parte de um programa de prevenção da Unimed Blumenau e é enviado as beneficiárias entre 39 e 70 anos. “Tudo começou quando a Unimed Blumenau me enviou uma correspondência e junto havia a Guia de Mamografia. Em janeiro desse ano, resolvi fazer o exame, foi a partir disso que descobri o câncer de mama precoce”, conta Ruth.

Ela lembra que “foi um grande susto descobrir a doença, pois, sempre me cuidei e sempre fiz exames preventivos anualmente. O mais surpreendente, é que não tive nenhum sintoma. A surpresa foi tão grande, que de início não consegui acreditar”.

A médica especialista em diagnóstico por imagem e diretora vice-presidente da Unimed Blumenau, Dra. Irene Wiggers, explica que “em sua fase inicial, quando as chances de cura são maiores, o câncer de mama não costuma apresentar sintomas a olho nu; por isso, é extremamente importante acompanhamento médico e realização de mamografias a partir dos 39 anos”.

Apesar de não apresentar sintomas inicialmente, de acordo com a mastologista e médica cooperada da Unimed Blumenau, Katia Sylvana Beckhauser Ferreira da Silva, o câncer de mama ocorre em 10% das mulheres no Brasil e no mundo, ou seja, uma a cada oito mulheres vai desenvolver câncer de mama durante a vida. Estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam quase 60 mil novos casos no Brasil em 2018.

“Graças a Deus venci o câncer de mama. Após vários exames, fiz a cirurgia e também a radioterapia. Confesso que o processo não é nada fácil, fiquei com muito medo. Eu só tenho agradecer a Deus e também a Unimed Blumenau, que me deu todo suporte para hoje, estar aqui contando essa história”, ressalta Ruth. Sua história de superação também está registrada em vídeo em uma campanha de prevenção da Unimed Blumenau para inspirar outras mulheres a buscarem os exames necessários para o diagnóstico e prevenção de doenças.

O câncer de mama

O câncer é uma doença causada pela multiplicação de células anormais na mama, que forma um caroço. De acordo com a mastologista e médica cooperada da Unimed Blumenau, Katia Sylvana Beckhauser Ferreira da Silva, “o principal sintoma do câncer é o nódulo de mama, na maioria das vezes, percebido pela própria mulher. Mas também pode se manifestar por vermelhidão e edema da pele, nódulos nas axilas, saída de líquido sanguinolento pelo mamilo ou alteração de cor e formato da mama”.

“Qualquer suspeita deve ser levada em consideração e a consulta com o especialista para descartar o câncer, sempre é a melhor atitude a tomar”. As mulheres precisam ficar atentas com suas mamas e seguir a orientação de se autoexaminarem periodicamente, preferencialmente após a menstruação, quando as mamas estão menos doloridas e fáceis de palpar, explica a especialista.

A maioria dos tumores malignos da mama ocorre após os 40 anos. As causas ainda não são bem definidas, mas apenas 5% dos cânceres de mama têm alguma mutação genética, tipo a Angelina Jolie.  Hábitos de vida pouco saudáveis respondem por 95% dos casos de câncer de mama.

Para se prevenir, recomenda-se:

  1. Alimentação balanceada, evitando alimentos processados.
  2. Controlar obesidade ou sobrepeso.
  3. Fazer atividade física prazerosa 4x/semana por pelo menos 1 hora. Mulheres que iniciaram atividade física antes dos 18 anos são mais protegidas e quanto maior o número de anos de atividade física, maior a proteção para o câncer.
  4. Evitar bebidas alcoólicas.
  5. Controle na exposição à radiações ionizantes.
  6. Controle das situações de stress, ansiedade, depressão.
  7. Controle e orientação médica no uso de tratamentos hormonais.

“O câncer de mama é um tumor heterogêneo, ele não se comporta da mesma forma em todas as mulheres. Alguns são muito agressivos, mas em 75% dos casos, consegue-se um bom controle da doença ou até mesmo a cura”, diz a médica.

A mastologista também explica que “o tratamento do câncer de mama pode incluir cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e quimioterapia. A maioria utilizará de 2 a 3 modalidades de tratamento, que serão individualizados de acordo com o tamanho e a agressividade do tumor. Em geral, quanto mais precoce o diagnóstico e menor o tumor, menos agressivo o tratamento e maior a possibilidade de cura.”

 

Programa de Rastreamento Mamográfico

O Programa de Rastreamento Mamográfico da Unimed Blumenau existe desde 2007 para promoção da Saúde da Mulher. “Por meio desta iniciativa, clientes, colaboradoras e esposas de colaboradores, de 39 a 70 anos, podem solicitar ou receber em casa anualmente uma guia gratuita para o exame de mamografia”, destaca a vice-presidente da Unimed Blumenau.

Para realizar o exame, basta solicitar com o Serviço de Atenção à Saúde, pelo telefone (47) 3331-8780, a guia de mamografia e agendar o procedimento em uma das clínicas conveniadas. Com o resultado em mãos, a orientação é procurar um médico para avaliação. “Essa mamografia anual é gratuita, sem custos de co-participação, inclusive”, destaca Dra. Irene.

 

 

A mamografia

A mamografia tem fama de desconfortável e dolorosa para muitas mulheres, mas de acordo com a doutora Kátia Beckhauser, ainda é o método mais sensível na detecção do câncer de mama. “Nem todo câncer começa como um caroço, alguns iniciam com microcalcificações na mama e não aparecem na ultrassonografia ou na ressonância magnética, apenas na mamografia. Por isso, é o exame de preferência no rastreamento do câncer de mama”, explica a mastologista.

As mulheres jovens têm mamas mais densas e os nódulos podem ser difíceis de visualizar pela mamografia, nestes casos, se faz necessário a ultrassonografia como complemento. Mas a ultrassonografia como método único de rastreamento do câncer de mama não é indicada.

A mamografia apesar de ser um exame rápido e menos caro, ainda não é tão acessível no Brasil. Em Santa Catarina, temos um dos melhores índices de rastreamento do país, mas apenas 30% das mulheres realizam o exame. Em países como Canadá, Estados Unidos e Alemanha, mais de 75% das mulheres fazem rastreamento através da mamografia.

Existe controvérsia se o rastreamento Mamográfico deve ser feito anualmente e a partir de que idade. O Ministério da Saúde recomenda desde 2015, que mulheres assintomáticas devem fazer mamografia entre 50 e 69 anos a cada 2 anos. Deve-se enfatizar, porém, a diferença entre rastreamento e diagnóstico precoce. Considera-se rastreamento, fazer mamografia em mulheres em idade ou situação de risco, que foram examinadas e não tem sintomas. Quando uma mulher tem qualquer alteração suspeita na mama, deve ser avaliada e encaminhada para realização de exames complementares, conforme indicação do médico especialista. Este caso não é apenas rastreamento, e sim, diagnóstico precoce, finaliza a mastologista da Unimed Blumenau.


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