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Maio amarelo: causas e consequências do traumatismo craniano

No mês de conscientização para os acidentes de trânsito, neurocirurgiã fala sobre o trauma que mais afeta as vítimas de acidentes de trânsito.

Maio amarelo: causas e consequências do traumatismo craniano 1Nossa cabeça e crânio são responsáveis por proteger um dos órgãos mais importantes que temos, nosso cérebro. Por esse motivo, as lesões envolvendo a cabeça são tão preocupantes e merecem atenção especial. Segundo pesquisa do Curso de Terapia Intensiva Neurológica da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, o traumatismo craniano é a principal causa de mortes e sequelas em pacientes vítimas de traumas. Entre as principais causas estão os acidentes de trânsito (50%), seguidos de quedas (21%), assaltos e agressões (12%) e prática de esportes (10%). “São números expressivos no que se refere aos acidentes de trânsito, por isso, é muito importante que os limites de velocidade sejam respeitados e que o cinto de segurança seja utilizado”, ressalta a neurocirurgiã Danielle de Lara, que atua no Hospital Santa Isabel (Blumenau/SC).

Para a especialista, qualquer trauma envolvendo a cabeça, seja leve ou grave, deve ser avaliado por um profissional. “Alguns sintomas devem ser observados para identificar a gravidade do impacto entre eles, alteração no nível da consciência, esquecimento, náuseas, vômitos, ferimentos e sangramento no nariz ou orelhas. Caso algum destes sintomas sejam observados é necessário que o paciente seja levado imediatamente ao médico”, ressalta.

Ainda de acordo com a pesquisa, anualmente, no Brasil, meio milhão de pessoas são hospitalizadas devido a traumatismos cranianos. Destas, até 100 mil morrem algumas horas após o trauma, enquanto até 90 mil podem desenvolver perda irreversível de alguma função neurológica.

Ao dar entrada no hospital, o paciente será guiado para a realização de um exame de Raio-X ou uma Tomografia Computadorizada, dependendo da solicitação do médico. Após a confirmação do trauma ele será encaminhado para o tratamento adequado, conforme a gravidade da lesão. Em casos mais graves, o paciente será levado até a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que conta com equipamentos para ajudar na respiração e monitorar a pressão do crânio. Se houver sinais de aumento da pressão intracraniana, da qual a causa mais frequente é o sangramento, o paciente geralmente passa por uma drenagem cirúrgica para retirada de hematomas e para a reparação dos vasos sanguíneos.

“Geralmente os cuidados com o paciente traumatizado, duram de 7 a 15 dias, dependendo da gravidade do trauma. Após este período inicia-se os cuidados mais intensos como, fisioterapia e reabilitação. Sempre com a intenção de minimizar as sequelas no paciente”, afirma Danielle.

A prevenção ainda é a medida mais importante para minimizar a incidência do traumatismo craniano. Isso inclui a utilização de cinto de segurança e airbags nos automóveis, respeito a sinalização e leis de trânsito, além de uso adequado de capacetes para as pessoas que andam de moto ou bicicleta. Em relação à prevenção de quedas, deve-se melhorar a iluminação e readequação do ambiente domiciliar e em casos de prática de esportes, deve-se tomar os cuidados necessários para evitar acidentes como, pisos molhados que possam causar uma queda.

Maio amarelo

Durante o mês de maio, em todo Brasil, acontecem ações em prol do movimento Maio amarelo, com a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes no trânsito. A ação é coordenada pelo Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

Sobre Danielle de Lara

Médica Neurocirurgiã em atividade na cidade de Blumenau (SC). Atua principalmente na área de cirurgia endoscópica endonasal e cirurgia de hipófise. Dois anos de Research Fellowship no departamento de “Minimally Invasive Skull Base Surgery” em “The Ohio State University Medical Center”, Ohio, EUA. Graduada em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau. Possui formação em Neurocirurgia pelo serviço de Cirurgia Neurológica do Hospital Santa Isabel.

 


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