Mais de 45 mil crianças entre 6 e 14 anos de SC estão fora da escola no ensino fundamental

Mais de 45 mil crianças entre 6 e 14 anos de SC estão fora da escola no ensino fundamental

Abril 16, 2024 Não Por Redação

 

 

Número sobe para 100 mil com adolescentes de 15 a 17 anos que não frequentam o ensino médio; dados foram apresentados pela deputada Luciane Carminatti (PT)

Mais de 100 mil estudantes catarinenses estão fora da escola na educação básica. Esse é um dos desafios para a educação de Santa Catarina e foi tema da fala da presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alesc, a deputada Luciane Carminatti (PT), durante a Reunião Ordinária Pública do Conselho Nacional de Educação, que está sendo realizada nesta semana em Florianópolis.

Os dados fazem parte do 4º relatório de Monitoramento e Avaliação do Plano Estadual de Educação de Santa Catarina. Nele, são apontados que 45 mil crianças de 6 a 14 anos estavam fora da escola em Santa Catarina em 2021. O número passa de 100 mil quando incluídos adolescentes de 15 e 17 anos que não estão cursando o ensino médio.

A situação não melhora na educação infantil. O ensino foi universalizado em Santa Catarina para crianças de 0 a 3 anos, mas não foi atingida a cobertura de 100% para a faixa de 4 a 5 anos, justamente quando a matrícula é obrigatória.

“Temos muitos desafios para a Educação catarinense e que precisam ser resolvidos com urgência. O Governo do Estado precisa dar uma resposta para a sociedade. Não podemos permitir que milhares de crianças e adolescentes fiquem fora da escola, sem o ensino básico e obrigatório”, destaca a deputada.

Carminatti defende também um plano de carreira digno para os professores e a ampliação dos quadros efetivos. “Não podemos permitir que um professor que está se aposentando ganhe o mesmo que alguém que está chegando agora”, enfatizou.

Santa Catarina é um dos últimos estados em números de professores efetivos. Na rede estadual, são apenas 35,7% dos educadores, o sexto pior índice entre as 27 unidades da federação. Nas redes municipais, são 55,7% dos profissionais, o sétimo pior resultado. Em ambos os casos, está mais de 20 pontos percentuais abaixo da média nacional.

“Isso impacta diretamente na qualidade do ensino já que os professores temporários não têm estabilidade e se desdobram em mais de uma escola para garantir a carga horária e o salário. Se queremos melhorar esses indicadores, vamos ter que valorizar os professores e garantir segurança no trabalho”, explica Carminatti.

O Conselho Nacional de Educação está reunido em Florianópolis abordando temas de interesse da educação em Santa Catarina e em todo o Brasil. Fazem parte o secretário Estadual de Educação, Aristides Cimadon, e a presidente da Acafe, Luciane Ceretta.


Gisele Krama