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Política

Manobra de Eduardo Cunha atinge deputado Jorginho Mello para evitar cassação

jorginhoUma manobra realizada pelo presidente interino da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão e pelo afastado Eduardo Cunha atingiu o deputado federal Jorginho Mello (PR), nesta quarta-feira. Mello é membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e foi substituído por parlamentar a favor de Cunha para estar na consulta da CCJ que pode absolver o presidente afastado. “Isso é um ato espúrio, foi feito sem a minha consulta. Eles sabem que sou contra Cunha e estão me tirando esse direito”, denunciou o parlamentar.

A mudança serve para favorecer a aprovação de relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL), em resposta à consulta sobre o rito de cassação de parlamentares no Plenário da Casa. Pelo relatório de Lira, caberá ao Plenário votar projeto de resolução elaborado pelo Conselho de Ética, em vez de um parecer, caso o colegiado decida sobre a cassação de mandato de parlamentar. A resolução pode sugerir a suspensão por, no máximo, 6 meses ou a perda do mandato parlamentar.

O deputado Jorginho Mello foi substituído pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF), mas vai conversar com o líder do partido para anular a troca.

CCJ e Conselho de Ética

Deputados de diferentes partidos se solidarizaram ao deputado Jorginho Mello. “Essa consulta está cheirando mal. Nós vamos começar a contar [as mudanças]. Não aceitamos esse jogo com a Comissão de Constituição e Justiça. Se começarmos a prática no Conselho de Ética aqui, vamos denunciar. Lá tivemos 14 modificações”, disse o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

Segundo ele, os dois deputados do PR que se tornaram integrantes da CCJ são membros do Conselho de Ética e já declararam voto contra a cassação de Cunha. Entraram na CCJ os deputados do PR, Laerte Bessa (DF) e Wellington Roberto (PB).

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) afirmou que a troca de membros para aprovar uma consulta tem um único objetivo: impedir que o plenário se manifeste. “O Plenário que tem de decidir de forma soberana. Segundo o deputado Esperidião Amin (PP-SC), a troca abre um precedente grave. “Nunca vi, diante de um fato concreto uma situação como essa. Há algo lá e nós sabemos o que é e cheira mal.”

 


Rafael Wiethorn

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