Mudanças climáticas potencializam alergias na região Sul

Mudanças climáticas potencializam alergias na região Sul

Maio 8, 2025 Não Por Redação

 

 

Especialista da Hapvida traz dicas de como se proteger de substâncias alérgenas

A relação entre as mudanças climáticas e o aumento de casos de alergias vem despertando preocupação, especialmente nas regiões subtropicais do Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as oscilações no clima já afetam negativamente a qualidade do ar e potencializam a distribuição de alérgenos no ambiente.

No Brasil, um estudo conduzido pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) alerta que episódios extremos de calor, aumento da umidade e alterações na estação polínica estão provocando uma elevação significativa nas queixas alérgicas, especialmente no Sul do país, onde os eventos climáticos extremos têm se intensificado.

O cenário vem elevando os casos de rinite alérgica, segundo o Guia de Bolso sobre Mudanças Climáticas para Profissionais de Saúde, do Ministério da Saúde. Em regiões secas, partículas em suspensão e nuvens de poeira agravam problemas respiratórios e irritações nos olhos. Já na estação seca, o calor e a baixa umidade favorecem a presença de micropartículas, pólen, bactérias, mofo e fungos. O dióxido de carbono (CO₂) em alta também contribui, ao estimular o crescimento de plantas e a produção de pólen.

Dentre as alterações do clima e suas consequências, de acordo com o estudo, existe um alerta para os riscos respiratórios provocados por mofo e bolor. A umidade deixada pelas inundações, no caso das enchentes recentes do Rio Grande do Sul, por exemplo, favorece a proliferação fúngica, que pode causar sintomas como tosse e falta de ar, tanto em pessoas alérgicas quanto naquelas sem histórico de alergias. A reação é provocada pelas toxinas liberadas pelos fungos no ambiente.

A prevalência das doenças alérgicas tem aumentado nas últimas décadas, segundo o Ministério da Saúde. Estima-se que as taxas de asma variem entre 1% e 20%, rinite alérgica entre 1% e 18%, e alergias cutâneas entre 2% e 10% em diferentes populações. ‘’A oscilação de temperatura e o ar mais frio aumentam a reatividade das vias aéreas, causando espirros, congestão nasal e piora do quadro respiratório como um todo”, informa Renata Gomes, alergista da Hapvida.

“O outono e o inverno são estações mais críticas, especialmente pela maior circulação de vírus respiratórios”, enfatiza. A transmissão dessas doenças é favorecida por diversos fatores, como a permanência prolongada em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que facilita a propagação de vírus e bactérias. Quando o tratamento ou o controle de condições como rinite e asma não está adequado, as infecções respiratórias tendem a se agravar. Além disso, a oscilação de temperatura e o ar mais frio aumentam a reatividade das vias aéreas, provocando espirros, congestão nasal e a piora do quadro respiratório como um todo.

As medidas preventivas, segundo a alergista, devem começar pela prioridade em manter os ambientes limpos, com o mínimo possível de poeira, ácaros e mofo. Entre as principais recomendações citadas pela especialista estão:

  • Evitar o contato com cortinas, tapetes e objetos que acumulem pó;
  • Manter as janelas abertas para garantir a circulação de ar;
  • Utilizar capas antiácaros em colchões e travesseiros;
  • Limpar com frequência os filtros de ar-condicionado;
  • Evitar a prática de atividades físicas próximas a vias com tráfego intenso;
  • Lavar as mãos corretamente;
  • Não acumular livros dentro do quarto.

Em casos mais leves, o paciente pode recorrer a uma avaliação inicial por meio de teleconsulta. A avaliação traz comodidade e praticidade sem a necessidade de deslocamento. De acordo com as particularidades do quadro clínico, o manejo será orientado pelo médico responsável.

Atualmente, a Hapvida oferece mais de 20 especialidades médicas disponíveis nos canais de atendimento, como clínicos gerais, infectologistas e pediatras. Em casos nos quais não há emergência médica, a teleconsulta se adequa perfeitamente. Porém, diante de sintomas mais graves, não deixe de procurar o serviço presencial de saúde.

Sobre a Hapvida

Com cerca de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 69 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 88 hospitais, 77 prontos atendimentos, 341 clínicas médicas e 291 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Gabriel Souza