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Política

Não aceitaremos propostas que aumentem impostos, diz Peninha

Deputado catarinense defende que presidente Dilma faça cortes em programas sociais, se necessário, para conter a crise econômica

Deputado Federal Peninha            Em tom de protesto, nesta quarta-feira (09), o deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) repudiou qualquer iniciativa do governo que aumente a carga tributária para controlar índices negativos que a economia brasileira apresenta nos últimos meses. O parlamentar criticou a fala do ministro Joaquim Levy, que insinuou um “aumento do Imposto de Renda” como alternativa para superar a crise. Para Peninha, só há dois caminhos para atravessar este momento conturbado: cortar gastos ou aumentar impostos. “Dilma que se prepare para tomar remédio amargo, cortando da própria carne e reduzindo o gasto do governo, porque o Parlamento não aceitará mais aumentos da carga tributária, que já é tão alta no país”, afirmou ele.

            Peninha também defendeu que, caso seja necessário, o Palácio do Planalto faça cortes em programas de distribuição de renda. “Para fazer política social, é preciso que haja uma sobra orçamentária. Como vivemos época de ‘vacas magras’, gastos sociais podem e devem ser contingenciados”, alegou. Em discurso veiculado na Internet, por ocasião do Dia da Independência, Dilma Rousseff admitiu ter cometido erros que, pela ótica do governo, foram categorizados de “superáveis”.

            Em reunião da bancada peemedebista na Câmara dos Deputados, congressistas voltaram a cobrar a redução no número de Ministérios – proposta já anunciada pelo governo, mas que ainda não saiu do papel. No início da semana, deputados de cinco partidos (DEM, SD, PPS, PSDB e PSC) anunciaram a criação de um movimento em defesa da abertura de processo de impeachment da presidente Dilma.


Rafael Pezenti

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