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Onde nós estamos em que um garoto mata a família, vai ao colégio e depois se suicida?

por: Luiz Ângelo Schuster (Interino)

Onde nós estamos em que um garoto mata a família, vai ao colégio e depois se suicida?

Dificilmente um ficcionista se arriscaria a escrever uma trama tão inacreditável como o fim da família Pesseghini. Tudo realmente indica que o menino Marcelo Eduardo, de apenas 13 anos, matou a avó, a tia-avó, os pais, depois foi normalmente ao colégio, confessou os crimes a alguns colegas, voltou para casa e também se matou, ao lado dos corpos dos pais. Ele não tinha nenhum sintoma de doença mental. Mas era portador de fibrose cística, doença gravíssima que afeta o funcionamento dos pulmões e de outros órgãos do corpo, ocasionando a morte do paciente. Marcelo não podia brincar nem jogar bola como os outros garotos, certamente sabia que ia morrer. Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo,  a médica pneumologista Neiva Damasceno, que cuidava do adolescente, negou que a doença e os medicamentos que ele tomava provocassem alterações no seu comportamento dele. Mais de 30 pessoas já foram ouvidas no inquérito que apura as mortes. Alguns colegas de Marcelo disseram à polícia que ele planejava matar os pais. Outros, que conversaram com ele no dia dos assassinatos, dizem que ele admitiu ter atirado nos parentes. Que descansem em paz.

Suspenso o julgamento do mensalão sem concluir votação dos recursos de Valério

O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu a sessão de julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, sem concluir a votação dos recursos do publicitário Marcos Valério. O réu é considerado o principal articulador do esquema e foi condenado pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, evasão de divisas e peculato. Valério recebeu a maior pena do julgamento, 40 anos, 2 meses e 10 dias, além de multa de cerca de R$ 2,78 milhões. Até o momento, o ministro-relator da ação, Joaquim Barbosa, acolheu, parcialmente, os recursos do publicitário Marcos Valério, no julgamento, ao corrigir erros de transcrição do acórdão referentes aos dias-multa aplicados ao réu. A decisão de Barbosa não tem efeito de modificar a pena. O ministro afirmou que o erro no acórdão não constou de nenhum voto, e “a alteração se refere a mera correção”.

Recado a Joaquim Barbosa

No jogo da conveniência, o placar registra empate entre os interesses do governo e os do povo, que, como boiada estourada, corre em disparada, sem rumo nem objetivo determinado. Não sei se nosso país já viveu um período tão difícil e tão confuso como o momento político-administrativo por que passa agora, com tanta roubalheira, tanta mentira e enganação. Sou favorável e até estimulo os movimentos populares de protesto, mas sem essa quebradeira e bagunça a que estamos assistindo. Se existe alguma coisa que precisa ser quebrada para consertar, isso é o governo…

O balcão de trocas políticas

Um sentimento de mesmice invade a alma nacional. A luta política que se trava na arena do processo sucessório muito antecipado é a teatralização de uma velha guerra que exibe perfis já conhecidos. Para se ter uma ideia, o slogan central das principais pré-candidaturas está centrado na “fazeção”: fazer mais e melhor. Tanto a presidente Dilma Rousseff quanto o governador Eduardo Campos trabalham nessa direção. O repertório de denúncias começa a ser reaberto, a lembrar, com mais de ano de antecedência, as conhecidas querelas entre o principal partido da situação, o PT, e o principal partido da oposição, o PSDB. Mensalão contra “trensalão”. Ao contrário do que seria de esperar, a sociedade parece esgotada. Não se anima com essa bateria de denúncias recíprocas. Há uma razão para tanto: a repetição cansativa de escândalos embrutece a sensibilidade.

PT: a ficha cai

Nem mesmo o mensalão abalou tanto o PT quanto sua exclusão das manifestações de rua em junho. Os discursos recentes dos principais dirigentes cobraram o retorno às origens e a reciclagem do partido para acertar o passo com o novo tempo. Foi o que se ouviu de Lula e Ruy Falcão no ato da semana passada. Nas reuniões internas, a autocrítica já não é pecado. “Um partido como o PT jamais poderia ter jogado com as regras da velha política. Mas jogou e vacilou na explicação do caixa dois, permitindo a versão do caixa três, muito mais danosa”, diz o líder no Senado, Wellington Dias, pregando empenho total pela reforma política. Mas como aprová-la sem apoio dos aliados conservadores? PT e esquerdas insistem no plebiscito, mas agora o tempo acabou. Melhor aperfeiçoar o que for possível nas regras para o pleito de 2014.

A mesmas mentiras

Aliás, nenhuma novidade. A imprensa oficial distribui mentiras e manipula a informação: são as mesmas velhas táticas de sempre. A polícia e as forças armadas alegam que estariam agindo em legítima defesa: mas usam munição viva contra manifestantes e o número de mortos é sistematicamente subestimado. Mesquitas para onde estavam sendo levados os corpos de manifestantes assassinados foram queimadas, para destruir provas. Para liberar os corpos, famílias são obrigadas a aceitar documentos que atestam que a causa da morte seria suicídio, ou que a morte ocorreu em outra data. Novos horrores, velhos métodos. Não surpreende que surjam ‘notícias’ de que o exército teria encontrado depósitos de armas – que são devidamente filmados, fotografados e ‘exibidos’ em todo o mundo.

Valor da ordem e a falta de liderança no país

Na semana passada, assistimos mais manifestações em todo país que colocaram em evidência características de como o recente inconformismo da sociedade explode. A agressão ao patrimônio público e privado, os saques no comércio, à depredação de ônibus e metrôs, atitudes tomadas para se marcar o protesto contra o desperdício, contra a roubalheira e contra a ilegitimidade das nossas representações políticas acentuaram o sentimento de que vivemos um déficit nacional de comando, de autoridade, que denuncia a absoluta falta de liderança política em todo país. Os eventos, que começaram nacionalmente em junho, minimizaram-se em julho e ressurgem neste agosto, não produziram lideranças e nem sobrou, do entrechoque das ideias, do processamento das disputas partidárias, do rame-rame diário das casas legislativas um nome, uma voz, um projeto que pudesse dar um norte seguro a essas manifestações, criadas pelo poder de mobilização, simplificado no seu custo e ampliado na sua eficiência, pelos recursos das redes sociais.

Bicicleta com placa

Você sabia que bicicleta na década de 50 tinha placa? Pois é, era tratada como meio de transporte devidamente registrada. Hoje voltou a ter o mesmo apelo, mas antes de tudo terá que superar o conflito no trânsito com os motoristas. Falta de conscientização que muitas vezes leva a morte do ciclista.

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