Dezembro Laranja: dermatologista alerta que Região Sul tem maior incidência de câncer de pele no país

Dezembro Laranja: dermatologista alerta que Região Sul tem maior incidência de câncer de pele no país

7 de dezembro de 2020 Off Por Redação

 

 

Os números da doença no Brasil respondem por 30% de todos os tumores malignos e a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa

Todos os dias, são dias de cuidados com a pele, e em dezembro, com início do verão, a exposição ao sol fica mais frequente, e com isso os cuidados também precisam aumentar. Nestes meses mais quentes, é necessário intensificar a proteção solar contra os raios ultravioletas, prevenindo assim o acúmulo de radiação e principalmente o câncer de pele. O Brasil registra 177 mil novos casos de câncer de pele a cada ano, segundo estatísticas do Instituto Nacional de Câncer(INCA).

A pele é o maior órgão do corpo humano e este tipo de câncer é o mais comum entre os brasileiros, sendo os moradores da Região Sul, os mais afetados por ele. Desde 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD) promove o Dezembro Laranja – mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de pele desde a infância, alertando sobre a identificação e tratamento precoces.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional de Santa Catarina e cooperado à Unimed Blumenau, Dr. Rafael Lenzi Tarnowsky, a prevenção é o fator mais importante. “O câncer de pele pode ser silencioso e não apresentar sinais notáveis, ou ainda provocar lesões em outros órgãos. É importante procurar por um dermatologista, toda vez que perceber lesões que coçam, ardem, descamam ou sangram, pequenas feridas que não cicatrizam em um prazo de 3 semanas, sinais ou pintas novas que surjam na pele, ou também aquelas que mudam de tamanho, forma ou cor. A pele é o maior órgão do corpo humano e, portanto, devemos estar atentos”, ressalta.

Saiba quais são os tipos de cânceres de pele 

O dermatologista comenta que o câncer de pele apresenta diferentes variações: carcinoma basocelular – é o câncer de pele mais frequente nas pessoas e corresponde a 70% dos casos e acomete as células da camada mais profunda da epiderme; carcinoma espinocelular – é o segundo tipo mais comum e equivale a 20% dos casos da doença, se manifesta nas camadas mais superiores da pele; e melanoma – apesar de corresponder a cerca de 10% dos casos, é o mais grave, podendo provocar metástase e levar à morte rapidamente.

A importância da informação para prevenir a doença  

Com a incidência dos raios ultravioletas cada vez mais intensa, as pessoas de todos os tipos de colorações de pele devem estar atentas e se protegerem durante a exposição ao sol. “A melhor maneira de prevenir o câncer de pele é com bons hábitos no dia a dia e a adoção de medidas preventivas, pois a proteção, vai muito além do filtro solar – atitudes simples, como por exemplo: evitar o sol entre 10h e 16h, proteger-se com roupas, óculos de sol, chapéu e usar protetor solar diariamente – e não só na praia”, comenta o dermatologista.

Segundo o dermatologista, pessoas de pele clara, com sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros, fazem parte do grupo de maior risco. “No geral, todos devem ter atenção redobrada, pois histórico de câncer de pele na família, queimaduras solares, incapacidade para se bronzear e muitas pintas também podem provocar a doença”, comenta.

Cuidados básicos 

É importante se proteger do sol mesmo em dias frios e nublados, e manter uma boa hidratação;

Usar filtros solares diariamente, de preferência produtos que protejam conta radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre;

Cobrir as áreas expostas com roupas apropriadas;

Utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV;

Evitar a exposição ao sol e permanecer na sombra nos horários de maior incidência solar, ou seja, das 9h às 15h;

Na praia ou em piscina e lagos, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.

 


Unimed Blumenau
Stefanie Herz
Jornalista