
Santa Catarina institui política contra as brincadeiras perigosas da internet
Dezembro 18, 2025
Santa Catarina criou, oficialmente, uma política permanente de mobilização e conscientização voltada à proteção de crianças e adolescentes frente aos riscos das chamadas brincadeiras perigosas difundidas na internet. A Semana Estadual de Mobilização e Conscientização sobre as Brincadeiras Perigosas foi instituída por lei de autoria do deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD), e será realizada anualmente na primeira semana do mês de junho.
A iniciativa surge em meio a um cenário de crescente preocupação nacional com o aumento de casos envolvendo crianças e adolescentes expostos a situações de risco extremo a partir de desafios e práticas disseminadas nas redes sociais. Neste ano, o país foi marcado por episódios trágicos que evidenciaram a gravidade do problema: duas meninas, de 8 e 11 anos, perderam a vida após inalarem desodorante em spray para cumprir um “desafio” que circulava na internet.
Segundo Napoleão, muitas dessas práticas são equivocadamente tratadas como brincadeiras inofensivas, quando, na realidade, incentivam comportamentos de alto risco, como a ingestão de substâncias químicas, o sufocamento e a automutilação. As consequências podem ser devastadoras, incluindo lesões graves, traumas psicológicos e, em casos extremos, a morte.
A Semana Estadual tem como principais objetivos informar e conscientizar a sociedade sobre os perigos dessas práticas, estimular a atuação preventiva no ambiente escolar e no contexto familiar, além de fomentar o debate público e o desenvolvimento de ações pedagógicas e campanhas educativas. A proposta também busca promover a articulação entre as áreas da educação, saúde, segurança pública e assistência social, fortalecendo uma abordagem integrada de proteção à infância e à adolescência.
Para o deputado, a criação da Semana representa um passo importante para trazer o tema à luz e transformar informação em ferramenta de prevenção. “Na internet, um clique pode salvar ou destruir uma vida. Cabe ao poder público, às famílias e às instituições atuarem juntos para proteger quem ainda não tem maturidade para identificar esses riscos”, defende Bernardes.
Com a sanção da lei, Santa Catarina se antecipa a um debate urgente e reafirma o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes diante dos desafios impostos pelo ambiente digital.
Felipe Elias
Foto: Bruno Collaço / Agência AL
















