
Viva Música transforma vidas e promove inclusão em Blumenau e Indaial
Junho 25, 2026
Polos funcionam na Associação de Cegos do Vale do Itajaí, Instituto Família Feliz, Rede Feminina de Combate ao Câncer e Creche Pérola (em Blumenau) e Escola Mário Bonessi e Unidade de Educação Infantil (em Indaial)
Lucas Espíndola tinha 15 anos quando começou a frequentar as aulas gratuitas de trompete, em Blumenau, por meio do Projeto Viva Música. Hoje, aos 23 anos, consolida a carreira musical: integra Banda Municipal de Blumenau, a Experimental Big Band de Joinville e a Big Band de Brusque. Atua ainda como músico freelancer, lidera o sexteto de jazz Bside Session e dá aulas particulares.
“O Viva Música fez com que eu tivesse aulas com professores capacitados e que me fizeram alavancar como um profissional”. Mais do que formação musical, conta, o projeto agregou importantes qualidades à sua personalidade. “Foi a primeira vez que me esforcei de verdade para alguma coisa. A música me ensinou concentração, disciplina e constância”.
Mas nem toda transformação acontece no horizonte de uma carreira. Frequentando as aulas de canto coral e prática de banda na Escola Mário Bonessi, em Indaial, desde 2024, a estudante Emilly Miranda, de 14 anos, encontrou na música um caminho para vencer a timidez: ela ganhou confiança para se apresentar em público, ampliou seu círculo de amizades e passou a participar de novas experiências culturais.
O Viva Música também foi o ponto de partida para participar de outra iniciativa musical, o Coral Grupo Esperança, que apresenta música sacra em igrejas católicas da cidade. Mesmo sem ter pretensão de seguir na carreira musical, vai continuar estudando música e se aperfeiçoar. “O Viva Música eu vou levar para sempre, pelo o que aprendi e os amigos que fiz”.
Educação musical estrutura e gratuita
As duas trajetórias refletem os resultados alcançados pelo Viva Música, projeto sociocultural que tem como propósito transformar vidas por meio da música e que já impactou a vida de mais de 8 mil pessoas desde 2008. A oferta de educação musical estruturada e gratuita acontece em Florianópolis, Ituporanga, Blumenau e Indaial, sendo os dois últimos os maiores polos.
Em Blumenau, os polos funcionam na Associação de Cegos do Vale do Itajaí, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Instituto Família Feliz e Creche Pérola. Em Indaial, o projeto está presente na Escola Mário Bonessi e na Unidade de Educação Infantil Curumim. Por meio de canto coral, flauta doce, escaleta, violão, teclado e acordeon, a iniciativa leva educação musical para crianças, adolescentes, adultos e idosos, promovendo desenvolvimento emocional, cognitivo, educacional e social em diferentes etapas da vida.
“Essa atuação em diferentes espaços da comunidade materializa um dos nossos principais diferenciais: estar onde o aluno está e onde a presença qualificada pode fazer diferença real”, explica Marwin Friesen, idealizador e coordenador geral do Viva Música e presidente do Instituto Sociocultural Artur Friesen. “Mais do que ensinar música, promovemos desenvolvimento emocional, cognitivo, educacional e social, fortalecendo aluno, família e comunidade por meio de uma experiência educativa”.
Parcerias e patrocínios
A realização do projeto nesses polos é possível graças às parcerias locais e aos patrocinadores. O Instituto fornece professores, metodologia e instrumentos musicais, enquanto as instituições parceiras disponibilizam os espaços e a estrutura básica de funcionamento. “O Viva Música é financiado exclusivamente pelo patrocínio de empresas e de pessoas físicas, por meio da Lei Rouanet (federal, de incentivo à cultura), com destinação de parte do Imposto de Renda, além de investimento direto. “O investimento social privado seja por incentivos fiscais ou recursos próprios é uma das formas mais estratégicas de a empresa transformar presença territorial em legado”, afirma Larisa Hemkemeier Webber de Mello, coordenadora técnica do Viva Música.
Sobre o Viva Música e o Instituto Sociocultural Artur Friesen
O Projeto Viva Música surgiu em 2008 a partir da iniciativa do professor de música Marwin Friesen e, um ano depois, com a criação do Instituto Sociocultural Artur Friesen, ganhou forma, organização e escala. O que antes era uma ação voluntária passou a se estruturar como um programa contínuo, com metodologia própria, atuação em rede e foco em impacto social mensurável. O projeto atua em quatro frentes: música na educação infantil, música para alunos da rede pública, música para pessoas em tratamento de doenças graves e música para inclusão social de pessoas com necessidades específicas. Desde 2013, é aprovado na Lei Rouanet e conta com patrocinadores como WEG, Metalúrgica Proaço, Metalúrgica Fey, Macler Produtos Químicos, Cia das Meias e Stuttgart Artigos Finos.
Carla Pessotto






















