Deputado Gilson Marques protocola projeto que dá segurança jurídica ao uso de criptomoedas em contratos privados no Brasil

Deputado Gilson Marques protocola projeto que dá segurança jurídica ao uso de criptomoedas em contratos privados no Brasil

Maio 12, 2026 0 Por Redação

 

 

O deputado federal Gilson Marques protocolou um projeto de lei 2324/2026 que estabelece regras claras para o uso de ativos virtuais, como criptomoedas, em contratos privados no Brasil. A proposta tem como objetivo reduzir a insegurança jurídica existente hoje e dar respaldo legal a práticas que já ocorrem no mercado.

“O que nós estamos fazendo é simples: garantir que duas pessoas possam negociar livremente, inclusive usando criptomoedas, mas com segurança jurídica. Hoje não há regras claras”, afirma o deputado.

O texto reconhece expressamente a validade de cláusulas contratuais que prevejam pagamento, liquidação ou indexação de valores em ativos virtuais, desde que haja concordância entre as partes. A iniciativa reforça o princípio da liberdade contratual, permitindo que cidadãos e empresas definam livremente a forma de negociação em relações privadas.

Ao mesmo tempo, o projeto preserva a estabilidade do sistema monetário nacional. O Real permanece como a única moeda oficial do país, e obrigações como impostos, salários, benefícios previdenciários e decisões judiciais continuam sendo obrigatoriamente pagas em moeda nacional, conforme exigido pela legislação.

Outro ponto relevante da proposta é a possibilidade de representação digital de direitos imobiliários. O projeto permite que imóveis sejam divididos em partes digitais, ampliando as possibilidades de investimento e facilitando negociações. O registro em cartório permanece como elemento essencial para garantir a segurança jurídica e a validade dessas operações.

A proposta também mantém a atuação dos órgãos reguladores, como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários, especialmente na fiscalização e na prevenção à lavagem de dinheiro, sem criar barreiras desnecessárias ao uso de ativos virtuais.

O projeto segue agora para tramitação no Congresso Nacional.

Karina Beatrice Frainer Frainer
Imagem: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados